Gerbil x Grilo

Após algumas leituras sobre a criação de gerbos descobri que eles ainda preservam muitos traços da vida selvagem e esses traços fazem deles animais mais encantadore ainda.

O mais claro e evidente traço de vida selvagem é o trabalho de CAVAR. Eles amam cavar, seja a forração, o cando da gaiola/terrário, o vidro, o tudo, enfim! Eles precisam CAVAR assim como tem gente que precisa de chocolate para continuar vivendo. Ok! Tem gente que não gosta de chocolate… Mas o gerbil ama cavar, blz?

O territorialismo faz com que eles deem trabalho para aceitar novos membros no território. Tudo bem que esse território pode ser o espaço de uma gaiola, mas quem quer que seja o invasor, sem a devida permissão deve morrer! Veja neste post como fiz a apresentação de uma fêmea e um macho.

A sociedade dos gerbos é matriarcal e isso quer dizer quem quem manda é a MÃE! Por isso é extremamente contra-indicado deixar duas fêmeas para procriação. Há grandes chances dela brigaram pelos machos. Isso também quer dizer que os papais são desempenham papel muito importante no cuidado com os filhotes.

Para não me delongar muito, vou chegar aos alimentos…

Há os alimentos básicos e comuns como razão extrusada (básica para a dieta de todos os gerbos saudáveis), os petiscos, os complementos e então chegamos nos exóticos!

Isso mesmo, alimentos exóticos para animais exóticos.

Entre o alimentos exóticos, extremamente indicados para gerbos, estão as larvas de molitor (bicho da farinha) e os grilhos. Tanto larvas de molitor quanto grilos são ricos em proteínas. Não é indicado oferecer insetos ou pulpas de molitores: APENAS AS LARVAS.

Por uma questão de imaginação, de ver os grilos pulando e os gerbos caçando dentro do terrário optei por comprar grilos.

Na São Paulo já não é difícil encontrar de TUDO, tendo aplicativos e plataformas como OLX e Mercado Livre, facilita ainda mais esse TUDO. Então, encontrei um criador de grilos! Para minha surpresa ele não cria apenas grilos, mas uma série de insetos como baratas e o próprio molitor.

A recomendação é de 1 grilo por semana, então minha diversão estaria garantida, adquirindo 50 unidades. Fiz uma acomodação básica para que os grilos continuassem vivos e confesso que fiquei curioso -para saber como criar grilos e até achei uns tutoriais – mas como poderão ver – eu teria mais insetos que precisaria. Aqui neste tutorial você pode ver como criar seus grilos, no Youtube tem alguns tutoriais também.

Comprei os grilos e tinha apenas dois filhotes de gerbil: Fred e Lorena, que até então estavam juntos. A Lorena assim que viu o grilo ficou “alucinada” e não sossegou até capturá-lo e assim que o capturou tratou logo de ir experimentando. O Fred experimentou e até comia os grilos já mortos, mas aparentava ter medo do inseto vivo.

Isso mesmo: O Fred tem medo de grilos pulando!

Passada uma semana, da compra dos grilos, chegaram o Pierre e a Margot e eu ainda tinha cerca de 30 grilos vivos. Pensei: “Agora os grilos acabam mais rapidamente.” Para minha tristeza:

  • Margot: faz questão de tirar o grilo do caminho, como se fosse qualquer pedra ou pedaço de papel;
  • Pierre: fazia questão de espantar o bicho para longe e não ser incomodado.

Depois do processo de apresentação dos casais pude fazer algumas observações sobre as diferenças entre eles:

  • O Fred, que já tinha medo de grilos vivos, junto com a Margot, continuou a ter medo;
  • A Margot continuou a ignorar os grilos;
  • A Lorena continuou a perseguir e devorar os grilos que estivessem no terrário;
  • O Pierre aprendeu a perseguir e devorar grilos. Às vezes capturava um e se escondia para não dividir com a Lorena.

Lição aprendida: nem todos os gerbos comerão comidas exóticas e socializam hábitos e costumes.

 

Até breve!

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