A dúvida dos consanguíneos

Mais uma vez vou dizer: ver os bebês de gerbil em casa é muito fofo! Mas a fofura às vezes tem um preço alto, que tanto os animais, quanto os tutores tem que pagar. Alguns animais pagam com a vida, pela irresponsabilidade do tutor, o tutor presencia cenas de verdadeiro horror por sua negligência. Será que vale a pena ter bebês com os pais de gerbils sendo parentes?

Na genética, quando o espermatozóide encontra o óvulo (no casa do gerbil essa ação é plural), começa a ligação dos DNAs. Mesmo que os pais não sejam consanguineos, acontecem falhas nas ligações e os bebês podem desenvolver ou nascer com doenças graves, como Wirst Fist (punho duro) ou problemas intestinais, que farão o bebês nascerem mortos ou ter uma vida difícil e bem curta.

Tratando-de se casais sem parentesco (não consanguíneos), há sempre uma chance de haver problemas genéticos. Para casais com parentesco (consanguíneos) a situação só se agrava. Isto porque todas as falhas genéticas que tanto o pai, quanto a mãe tiverem poderão se confirmar.

Como em genética tudo é probabilidade, nos casais consanguíneos podem vir filhotes fortes e saudáveis, mas o percentual é baixo (cerca de 15% a 20% de chances). Por isso, não é de espantar que as fêmeas com filhotes consanguíneos frequentemente os coma (se detectar problemas genéticos) ou simplesmente não cuide deles.

O problemas dos filhotes consanguíneos são muitos e temos que podem ser vistos:

  • ausência de um ou ambos os olhos ;
  • ausência de membros do corpo;
  • cegueira;
  • ausência ou encurtamento da cauda.

E os que não podem ser vistos:

  • problemas intestinais (leva rapidamente a morte);
  • problemas renais (aumento das ocorrências);
  • problemas neurológicos (levam a distúrbios de comportamento).

Como visto, o problema de cruzar gerbos consanguíneos estão muito além do fato comercial ou preciosismo dos criadores. Para diminuir a chance de ver bebês comidos, mortos por abandono ou encontrar partes deles no espaço dos pais, certifique-se de apenas cruzar gerbos não consanguíneos e se tiver qualquer dúvida, não cruze, mas opte por crias duplas.

Lembrando que se o gerbil tiver wirst first (punho duro e entortado) ele não deve compor um casal, consanguíneo ou não. Se um dos pais tiver wirst fist, há a chande de 25% dos filhotes desenvolverem a doença.

Abraço e até mais,

 

Wel Tavares

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *